Teatro Alfredo Mesquita exibe Noites Brancas com N8 Coletivo Teatral

N8-Coletivo-Teatral-Crédito-Paul Guenther

O Teatro Alfredo Mesquita recebe de 26 de abril a 02 de junho o grupo N8 Coletivo Teatral para apresentar sua versão para teatro do clássico da literatura universal Noites Brancas, do escritor russo Fiódor Dostoiévski.

Formado pelos atores Barbara Riethe, Lipe Lima, João Paulo Pedote, Marcela Pereyra e João Paulo Azevedo (ator convidado), o N8 Coletivo Teatral tem como proposta levar a literatura para o teatro. Sobre Noites Brancas, Barbara Riethe comenta que é o livro que mais aproxima Dostoiévski do romantismo: “Diferente de outros enredos, em que há uma constante preocupação social, Noites Brancas coloca o social em outro plano para falar de temas como o amor, o sonho e a solidão vivida pelas pessoas que habitam as grandes cidades”.

O conto foi escrito e publicado pela primeira vez em 1848, antes da prisão do autor. “Noite branca” é o fenômeno que ocorre em regiões próximas aos pólos da terra, quando o Sol se põe, mas permanece um pouco abaixo da linha do horizonte, deixando a noite clara, com aspecto onírico. É em uma noite branca da capital São Petersburgo que o personagem central Sonhador encontra numa ponte sobre o rio Nievá a jovem e também sonhadora Nástienka, por quem se apaixona, dando início a uma história cheia de lirismo e fantasia.

Agenda
Noites Brancas
Texto: Fiódor Dostoiévski
Elenco – N8 Coletivo Teatral: Barbara Riethe, João Paulo Pedote, Lipe Lima e Marcela Pereyra. Ator Convidado: João Paulo Azevedo
De 26 de abril a 02 de junho
Sex. e sáb. às 21h e dom. às 19h
Local: Teatro Alfredo Mesquita
Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana – Tel.: (11) 2221-3657
Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
Capacidade: 198 lugares
Duração: 90 minutos
Estacionamento gratuito
Acessibilidade especial: Sim
Censura: livre
Gênero: drama

Assessoria de Imprensa
Helena Castello Branco
Comunicação & Cultura

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Carta ao filho, livro de Betty Milan (Record)

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“ANTES de ter que me curar do apego a você, foi preciso te engendrar, e não foi fácil. A concepção se impôs quando o seu pai expressou o desejo de ter um filho. Ouvi e estranhei. No dia seguinte, me ocorreu que eu não me lembrava da canção de ninar da mãe e não saberia o que cantar para a criança. Disse exatamente isso a Lacan, que respondeu: “Para o filho, você inventa uma canção nova”. Falou e suspendeu a sessão.

Achei a resposta bonita, porém saí sem entender. Por que o corte tão abrupto? O que Lacan queria que eu percebesse? Só na rua, depois da sessão, entendi que não é preciso fazer o que a mãe fez. Agora, escrevendo para você, entendo que a mãe não deve se servir de nenhuma outra como modelo. Cada filho sendo único, a mãe terá que ser única também. Isso significa que ela só aprende a ser mãe, sendo – aprende com o filho.”

A mãe, nua e crua
Herdeiras da revolução sexual, elas aprenderam a reconhecer e exercer seu desejo, mas ainda se debatem entre modelos de maternidade. A mãe santa, puro sacrifício pelo filho. A boa mãe, que tudo aceita e nada limita. A mãe nula, que se anula e perde tudo o que foi conquistado pelas mulheres na sociedade. Ou a que insiste na liberdade sexual, mas vive envolta em culpa e segredo.

Neste livro, é a ousadia que vigora. Partícipe da revolução sexual e de outras revoluções políticas e comportamentais contemporâneas, a autora vive as conquistas das mulheres e recusa a pressão social que pretende fechar a mãe numa clausura. Sua Carta ao filho é uma reflexão séria e profunda sobre a condição materna neste século, desde os prazeres da Madona com seu rebento no seio, até as dores da entrega do filho ao mundo, passando, é claro, pelos desafios da formação do filho pelos pais.

Nessa trajetória, as teorias não têm vez. É do vivido que saem as descobertas. Que não existe modelo de maternidade, por exemplo, pois, se o filho é um, também a mãe tem de ser uma – e mesmo uma diferente com cada filho. Que da escuta do filho depende a conduta adequada da mãe na relação dos dois. Até a doída surpresa do momento em que o filho diz da namorada “Ela é a mulher da minha vida, mãe”, e esta se pergunta: “E eu?”.

Tudo o que palpita na sociedade e no inconsciente está na pauta da vida e da literatura de Betty Milan, médica, psicanalista, escritora que se expressa no romance e no teatro por meio da autoficção. Nesta Carta ao filho, sua incursão chega a um axioma libertador: para ser boa mãe, não há regra nenhuma, apenas a escuta do filho. Ou seja, ninguém ensina a ser mãe.

Livre do tabu de que a mãe tem de ser infalível, Betty Milan comunica às mães essa libertação.

Carta ao filho
Betty Milan
160 páginas
Preço: R$ 29,90
Grupo Editorial Record / Record

Assessoria de Imprensa
Helena Castello Branco
Comunicação & Cultura