Lanchonete da Cidade vira ponto oficial de BookCrossing

A partir de 20 de agosto, casa passa a fazer parte do movimento de troca de livros e se aproxima das atividades culturais da metrópole

Lanchonete da Cidade_BookCRossing

A partir do dia 20 de agosto, a Lanchonete da Cidade vai virar um ponto oficial de BookCrossing. Tal iniciativa tem como objetivo aproximar a casa de atividades que acontecem na cidade e se tornar referência cultural para os seus clientes. A proposta do movimento é que a lanchonete se torne um espaço para os leitores deixarem os livros que querem compartilhar ou levarem para casa outra obra, mas sempre com o compromisso de passá-la adiante. O movimento acontece por enquanto apenas na unidade da Alameda Tietê, com previsão de chegar às outras três unidades dentro de alguns meses.

O objetivo do BookCrossing é criar uma comunidade onde o leitor registra o seu livro no site da comunidade e, na sequência, o liberta em locais públicos como lanchonetes, cafés, transportes públicos, bancos de praças, para que outras pessoas os possam ler. Para a inauguração do ponto oficial na casa, a Lanchonete da Cidade, o Yelp, guia local de serviços e estabelecimentos, e o movimento BookCrossing Brasil se uniram para realizar no dia 20 de agosto uma degustação de hambúrgueres para membros do Esquadrão Elite do Yelp. Os convidados serão os responsáveis por doarem os primeiros livros desse ponto. Além do evento, os cem primeiros leitores que libertarem um livro no local, a partir desta data, ganham a versão menor do Batido de Ovolmatine.

Sobre a Lanchonete da Cidade
A Lanchonete da Cidade aposta no jeito brasileiro de fazer hambúrguer, com destaque para a combinação chope e sanduíches. Mesmo com o décor deslumbrante, as maiores virtudes da Lanchonete da Cidade estão reservadas ao capítulo culinário. Os hambúrgueres são produzidos internamente, desde a limpeza, corte e moagem da carne até a montagem e formatação do produto. A receita padrão do hambúrguer mistura cortes nobres de carne e gordura em proporções não reveladas. Sua preparação é feita em grelha desenvolvida especialmente para a casa. O resultado final é uma carne tenra, grelhada no ponto certo, rosada e molhada por dentro. Dos mesmos donos do Original, Astor, Pirajá, BottaGallo, Bráz e Quintal do Bráz, a Lanchonete da Cidade possui atualmente quatro endereços.

Sobre o BookCrossing
Com o objetivo de transformar o mundo em uma grande biblioteca, a rede mundial de troca de livros surgiu em 2001, nos EUA, e está presente em 132 países com 1,2 milhão de bookcrossers e 10 milhões de exemplares libertados. O termo inglês bookcrossing entrou para o dicionário Oxford como a prática de deixar um livro em um espaço público para que outro leitor encontre e faça o mesmo após a leitura. No Brasil, o movimento acontece em todos os Estados, com mais de 10 mil usuários registrados e 50 pontos oficiais de troca. www.bookcrossing.com e www.bookcrossing.com.br

Sobre o Yelp
A Yelp foi fundada em São Francisco em julho de 2004. Desde então, as comunidades Yelp se estabeleceram nas principais cidades dos EUA, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Áustria, Holanda, Espanha, Itália, Suíça, Bélgica, Austrália, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Cingapura, Polônia, Turquia, Nova Zelândia, República Tcheca, Brasil, Portugal, México, Japão e Argentina. O Yelp teve uma média mensal de 138 milhões visitantes em 2014*. Até o final de 2014, os Yelpers escreveram mais de 61 milhões avaliações, fazendo do Yelp o principal guia local, desde boutiques e mecânicos, até restaurantes e dentistas. O aplicativo do Yelp foi usado aproximadamente 68 milhões em aparelhos telefônicos, mensalmente durante 2014. Para mais informações, visite www.yelp.com.br ou envie um e-mail para press@yelp.com.br.

Serviço:
Lanchonete da Cidade
Alameda Tietê,110
Fone: 3086 3399
Horário: Dom a Qui – 12:00 à 01:00 / Sex e Sab – 12:00 às 03:00

 

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Biblioteca do Sesc Sorocaba vira ponto de coleta de livros e promove atividades de bookcrossing

Ponto de coleta de livros e quadrinhos desde janeiro, a biblioteca do Sesc Sorocaba está promovendo diversas atividades de orientação sobre o conceito de “bookcrossing”, prática de deixar um livro num local público, para ser encontrado e lido por outro leitor que, por sua vez, deverá fazer o mesmo.

BookCrossing

Etiqueta BookCrossing

O objetivo principal desta ação é proporcionar a troca de livros, onde o leitor registra o seu livro no site do Bookcrossing e, na sequência, o “liberta” em locais de grande circulação ou nos pontos de bookcrossing espalhados pela cidade.

Helena Castello Branco

Helena Castello Branco. Foto: Felipe Gombossy, para Revista GOL.

Assim, o Sesc Sorocaba monta um acervo com diversas obras para que essa troca aconteça. Para isso, todo o público é convidado a deixar alguns livros na biblioteca, a fim de que os títulos sejam registrados e fiquem à disposição na unidade para outros leitores, estimulando o hábito da leitura.

No dia 27 de fevereiro, a coordenadora do BookCrossing BrasilHelena Castello Branco, participa de um bate-papo com os frequentadores do SESC sobre o movimento literário, que começou em 2001 nos EUA e virou fenômeno mundial, presente em mais de 130 países com 11 milhões de livros libertados.

Os instrutores do Sesc também promoveram uma oficina, na qual explicaram sobre o conceito do bookcrossing, entre janeiro e fevereiro. Nela, os participantes puderam acessar o site do Bookcrossing Brasil, trazer o seu livro e aprender como fazer parte deste projeto.Para quem deseja registrar os livros e “libertá-los” para outro leitor, deve acessar o site: www.bookcrossing.com

Gostou? Então veja AQUI e AQUI como criar um Ponto de BookCrossing em seu estabelecimento.

Bookcrossing: trocando livros
Coleta de livros: a partir de janeiro de 2014
Espaço: Biblioteca
Indicação: Livre
Grátis

O que é bookcrossing? Transformando o mundo em uma biblioteca
Com instrutores de internet/multimídia
Dias 8/1 e 17/1. Quarta, das 19h30 às 21h30, e sexta, das 15h às 17h
Dias 1/2 e 2/2. Sábado e domingo, das 14h30 às 16h
Espaço: Internet livre
Indicação: 10 anos
Oficina não sequencial
Grátis

Palestra: Como funciona o BookCrossing
Com Helena Castello Branco
Dia 27/2, às 19h
Local: Sesc Sorocaba
Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade
Tel.: (15) 3332-9933
50 vagas
Grátis

Ler a reportagem na Revista GOL – clique aqui

Seminário “E aí, biblioteca pra quê?”

seiminário e aí biblioteca para queO Sesc Interlagos realiza nos dias 08 e 09 de novembro o seminário “E aí, Biblioteca pra quê?”, para discutir a relação entre leitura e comunidade, dialogando sobre as diferentes perspectivas existentes entre os envolvidos nas tramas da leitura em São Paulo, expondo o panorama da leitura e refletindo sobre as necessidades de bibliotecas comunitárias e iniciativas de incentivo a leitura.

A Mesa 1: Leitores e espaços de leitura vai apresentar um panorama da leitura e espaços de leitura, refletir sobre as necessidades de bibliotecas comunitárias e iniciativas de bibliotecas. Discutir os diversos caminhos da biblioteca comunitária e do fomento a leitura. Já a Mesa 2: Comunidade e biblioteca vai falar sobre a rede de relações nas comunidades e o surgimento das bibliotecas, além da leitura como componente de afirmação pessoal e de desenvolvimento comunitário.

O evento vai contar com a participação da Relações Públicas Helena Castello Branco, como representante do movimento BookCrossing no Brasil. A inscrição para é gratuita e pode ser feita no site do SESC-SP.

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Helena Castello Branco – BookCrossing no SESC Interlagos

Entrevista ao Letras e leituras

Fui entrevistada pela jornalista Mona Dorf, do programa Letras e Leituras, da Rádio Eldorado, falando sobre o movimento BookCrossing e minhas preferências de leitura.

Ouça a entrevista aqui.

Helena Castello Branco, gestora do movimento BookCrossing


Helena Castello Branco

Gestora do BookCrossing aqui no Brasil. Relações Públicas, formada pela Cásper Líbero com especialização em Gestão de Projetos Culturais e Eventos pela ECA/USP.

Confira a primeira parte da entrevista.

Explica como ocorreu essa ação e qual foi o impacto na cidade?

Essa ação surgiu a partir de um convite da Secretaria de Estado da Cultura para que o BookCrossing fizesse parte do evento com algum tipo de ação. Eu sugeri que deixássemos livros em alguns lugares como a praça, lojas de artesanato, cafés, restaurantes, gratuitamente, para que moradores, turistas e participantes do festival pudessem pegar para ler. O impacto foi bem positivo, deu para perceber que as pessoas gostam mesmo de leitura, gostam de livros, e até mesmo as crianças quiseram pegar seus livros. Uma surpresa para a população foi o fato do livro ser gratuito: as pessoas nos perguntavam se era verdade, se elas podiam realmente levar para a casa, se não precisava pagar… E a gente respondia que sim, os livros eram gratuitos, elas podiam levá-los se quisessem. A única coisa que pedíamos é que depois da leitura elas passassem o livro para frente.

Como e onde funciona o movimento BookCrossing?

O movimento BookCrossing surgiu em 2001 nos EUA e chegou no Brasil também neste ano. Em 2003 houve um boom em diversos países do mundo devido a uma campanha feita pelo 11 de setembro. O BookCrossing espalhou-se rapidamente pela Europa, Austrália, Canadá e está presente em 140 países.O movimento tem um conceito básico, que é o “Leia, Registre e Liberte”, ou seja, leia um bom livro, entre no site BookCrossing.com, registre o livro e deixe um comentário (por exemplo: por que você leu o livro, quais foram as suas impressões…) e depois deixe o livro em um local público para que outro leitor possa encontrá-lo. O leitor que encontrar deve repetir a ação; ler o livro, deixar um comentário na Internet (por exemplo onde que achou o livro, qual foi sua reação, e qual será o próximo destino do exemplar) e passá-lo novamente adiante. A idéia é que o livro possa circular livremente, passando pela mão de diferentes leitores e sendo reaproveitado.

E a Biblioteca Solidária de São Francisco Xavier? Qual é sua relação com ela?

Depois que acabou o festival, alguns moradores do distrito de São Francisco Xavier, inclusive o mantenedor da Biblioteca Solidária, manifestaram interesse em continuar a distribuição gratuita de livros. Decidimos criar na Biblioteca uma Zona Oficial de BookCrossing, que é uma outra forma de libertar livros: ao invés de serem deixados em lugares públicos eles vão para as Zonas de BookCrossing. Então quem quer achar um livro do BookCrossing não precisa sair pela cidade para ver se encontra um exemplar em alguma praça, mas pode ir a uma Zona de BookCrossing pois lá ele sabe que vai encontrar livros gratuitos.

Qual foi o maior desafio em montar a Zona Oficial de BookCrossing em São Francisco Xavier?

A Biblioteca foi cadastrada no BookCrossing.com e entrou para uma lista com outras centenas de Zonas de BookCrossing que existem ao redor do mundo. Aqui no Brasil é o terceiro espaço deste tipo: há também uma Zona na cidade de São Paulo, na Central das Artes, e outra no Rio de Janeiro, no Lunático Café. Esses lugares tem que estar sempre abastecidos com livros, então eu me comprometi a mandar todo mês alguns exemplares para a biblioteca.

Que tipo de livro é enviado para a Zona de BookCrossing de São Francisco Xavier?

Todos os tipos, desde infantis até livros técnicos e em outras línguas, passando por romances e clássicos da literatura. Nós também aceitamos doações: quem tiver livros parados na prateleira, empoeirando, sem uso, e quiser compartilhá-los com outras pessoas através do movimento BookCrossing, entre em contato pelo e-mail bookcrossing@click21.com.br. Ou, se quiser fazer parte da comunidade, entre no site http://www.bookcrossing.com, registre os livros e depois passe adiante ou troque com outros usuários.

Por que você resolveu abarcar este projeto?

Existem várias razões, Mona. Hoje em dia fala-se muito em redução do impacto ambiental, da nossa pegada no planeta. Quando ouvi falar do BookCrossing percebi que tinha muito a ver com esse apelo ecológico e com várias outras questões que discutidas na área cultural, como a má distribuição dos bens culturais, a falta de acesso da população, o preço elevado dos livros, do cinema, do teatro etc. Este é um projeto que proporciona a circulação dos bens e o acesso. A cultura é tão necessária para o indivíduo quanto a saúde, o esporte e a educação. Então, também tem que haver mais investimento nesta área.

Veja no JOGO RÁPIDO os livros marcantes para Helena Castello Branco citados no programa:

O que você está lendo no momento?
Estou sempre lendo vários livros, mas vou citar apenas um, que é Stupid White Man, do Michael Moore. Ele faz uma critica bem humorada aos EUA, mostrando que a nação que é a maior potência mundial tem problemas parecidos com os do terceiro mundo, como fraudes em eleições, corrupção e programas sociais deficientes.

O que pretende ler?
Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez, e Metamorfose, do Franz Kakfa.

Livros marcantes da infância e adolescência?
Na infância, li e reli histórias da Walt Disney, eu tinha várias coletâneas com Branca de Neve, Pinóquio, Cinderela etc., e também: A reforma da natureza, do Monteiro Lobato. Na minha adolescência dois livros marcantes foram Dicionário de Ballet, de Madeleine Rosay, e Tudos, o segundo livro de poemas do Arnaldo Antunes.

Obra ou autor que mudou sua forma de enxergar o mundo
Do Jardim do Éden à Era de Aquarius, de Greg Brodsky, um livro bem interessante sobre terapias e medicina alternativa, e aborda desde plantas medicinais até do-in, hidroterapia e meditação.

Biblioteca básica
Clássicos da literatura. Machado de Assis e João Guimarães Rosa são leituras fundamentais.

Romance do Coração
Romeu e Julieta de Shakespeare.

Gênero predileto
Conto.

Gosto muito
Do Manuel Bandeira.

Um livro de verão
O livro vermelho dos pensamentos de Millôr, de Millôr Fernandes. São trechos de entrevistas, com o bom humorado característico do escritor.

Uma descoberta recente
Nicolas Behr. Achei maravilhoso o livro de poesias Laranja Seleta, que conheci por acaso recentemente.

Nota de rodapé
Ler não é andar sobre as palavras, mas agarrar a sua alma. Paulo Freire.